terça-feira, 7 de setembro de 2010

Pobre cão!

Como um cão abandonado na sargeta, passando frio e fome, estou abandonada na porta do amor.
Meu dono me largou como se eu tivesse sarna, com um safanão e não quer me receber de volta.
Foi porque fiz algo que ele não gostou e assim não quis perdoar.
Pobre cão! Pobre eu!
Não é certo querer viver na casa de outro dono, sou fiel àquele que me tratou com amor e me trouxe a glória.
Porém não consigo esconder meu ganido e choro descontrolado por essa forte perda. Estou em pedaços. Não sei viver na rua, estou acostumada a carinho excessivo, você me dava isso e agora estou sentindo falta.
Se estou pronta? Não.
Vou continuar esperando e esperando.
A sua porta irá abrir outra vez, tenho certeza.
E até lá, eu sobrevivo.

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