De revistinhas hipócritas a Kafka, De "Conta +!" a "Fernão Capelo Gaivota", eu gosto mesmo é de ler. Me encontrar nesse mar de palavras, relembrar as que não são mais usadas, aprender novas expressões, criar situações para usá-las.
Faço melhor quando expresso-me por letras, caligrafia invejada, esperanças de boas interpretações. Tudo o que digo por meio de textos muitas vezes me fogem ao falar. Aliás, fugir é uma palavra distinta para este caso: elas não fogem, estão na ponta da língua, mas não saem.
Penetrar em mundos diversos, em outras cabeças, gargalhar e chorar com papel é muito fácil para mim e eu adoro. Novelas que entrelaçam e completam minha vida, às vezes merecida de estar também no papel, mesmo sendo tão pouco vivida.
Muitas vezes, textos conquistam, nos apaixonamos por afirmações bem formuladas, críticas, sinismo, redações de grande amplitude, gramática e caligrafia.
Ler é sonhar, viajar.
Queria é poder ser um grande livro, muito manuseado e lido, devorado, adorado. Um clássico, passado de gerações a gerações, um período enorme contextualizado em algumas cem páginas.
Só não peço a Deus para o ser humano se tornar mudo pois esse é meu modo de "artistar", mas seria muito bom, de vez em quando, se comunicar apenas escrevendo, aquele completo silêncio ótimo para ler e viver.
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