sábado, 24 de julho de 2010

Não sei.

Hoje discuti com meus pais, magoei uma pessoa que gosto, deixei de fazer coisas por pura audácia, estou chorosa e com vontade de me enterrar viva.
Hoje queria que fosse diferente. Queria um sorriso de quem gosto, conversar com meus pais, fazer o que queria fazer e enterrar o tédio ao invés da minha pessoa.
Hoje não consigo fazer nada disso, não tenho motivação.
Hoje o que no máximo consigo fazer é ficar com raiva por não ter motivação para nada.
E amanhã? Só Deus sabe o que acontecerá amanhã.
Mas prometo tentar fazer de amanhã um dia melhor que hoje.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Cada qual com o seu.

Hoje nós falamos tanto de respeitar as diferenças, sejam elas raciais, sexuais, afetivas ou o que for.
Se temos que respeitar tantas diferenças (temos não, somos obrigados e algumas obrigações concordo plenamente), porque não respeitar o pensamento de cada um?
Caralho, estamos no século XXI e as pessoas ainda tendem a querer que todas pensem iguais!
O meu modo de agir condiz com meu modo de pensar.
PARA DE ME FORÇAR A SER AQUILO QUE VOCÊ QUER SER!
PARA DE ME JOGAR COISAS QUE VOCÊ NÃO CONSEGUIU FAZER E QUER QUE EU FAÇA!
PARA DE TENTAR COLOCAR NO MUNDO UMA PESSOA FILHA DA PUTA IGUAL A VOCÊ!

Eu não sou suas crenças, não sou o seu luto, não sou o seu corpo.
Quero viver livre, de moradia, de pensamentos e principalmente de palavras!
Senhores Pais, Educadores e Responsáveis:
Criem seus filhos para que quando crianças, eles sonhem, brinquem e vivam. Para que eles quando adultos possam traçar seu próprio plano de vida e que sigam aquilo que a sua mente e coração dizem. Não tentem fazer deles uma cópia sua ou aquilo que você tentou ser e fracassou. Isso tende a pessoas revoltadas e entupir o mundo com gente igual, pobre de espírito e de mente fraca.
Deixem eles serem aquilo que querem ser e nunca, em hipótese alguma os levante de uma queda, pois a pessoa deve aprender sozinha a se levantar e erguer a cabeça.

Não criem mais uma larva revoltada como essa que vos escreve. Uma desiludida, cobra criada, mimada, sem poder de designar seus sonhos por medo de sofrer com os olhos da sociedade em que se criou (vulgo família).

Disappearing Boy.

Now you see me, now you don't
Don't ask me where I'm at
'Cause I'm a million miles away
Treated like a forbidden heel
Don't say my thoughts are not for real
Or you won't see me again

Am I here or am I there
Or am I playing on the stairs
Am I in my room with my toys
I am the disappearing boy

When I walk in crowded rooms
I feel as if it is my doom
I know that I don't belong
In that room I see her
I see her and she's with him
I turn and then I'm gone

Don't call me up 'cause I'm not home
My whereabouts are now unknown
I vanished from all your joy
I'm the disappearing boy

I have my doubts
Of where I belong
It's something to think about

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Gritar ao vento, tirar do fundo do mar.

Passar imagem de forte é muito fácil. Carcaças estão aí para isso.
Dizer que aguenta tudo que vier, que nenhuma ameaça é grande o suficiente para te amedrontar, chega a ser chato de tão rotineiro.
Quem sabe realmente o que se passa com você? Por fora a pose de durão e por dentro uma destruição avassaladora, onde parece não existir uma fenda com luz para se escapar. Estar acorrentado a si e não ter uma mão para te tirar do fundo.
Qualquer negativa é motivo para uma lágrima cair e o choro intenso e soluçante começar.
Vontade de gritar e perguntar pro vento: "Porque isso comigo?"
Até fazem isso, mas sem obtenção de resposta.

Alguém tire essas pessoas do fundo mar. Me salvem também.

_
Dirty Mistreater - Sonny Terry

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Just Friends

Composição: Amy Winehouse

When will we get the time to be just friends
It's never safe for us not even in the evening
'cos I've been drinking
Not in the morning where your shit words
It's always dangerous when everybody's sleeping
And I've been thinking
Can we be alone?
Can we be alone?

When will we get the time to be just friends
When will we get the time to be just friends

And no I'm not ashamed but the guilt will kill you
If she don't first
I'll never love you like her
Though we need to find the time
To just do this shit together
For it gets worse
I wanna touch you
But that just hurts

When will we get the time to be just just friends
When will we get the time to be just friends, just friends
When will we get the time to be just friends, just friends
When will we get the time to be just friends, just friends
Just friends

terça-feira, 6 de julho de 2010

E aí Deus?

Eu, que não nasci em berço de ouro, mas tive aquilo tudo que sempre quis nas mãos.
Eu, que fui sempre mimada, a queridinha da família.
Eu, que já cheguei a fazer birra pra ter aquilo que queria e conseguir, hoje não convenço com uma lágrima, e aquilo que quero sinceramente não tenho.
O que está acontecendo comigo?
Foi-se o tempo em que todos comiam em minha mão e que no fim quem saía sorrindo era eu.
Já faz muito tempo em que quem sai perdendo sou eu, e faz muito mais tempo ainda que não sei o sabor da vitória.
E aí Deus, quando? Quando vou poder cantar feliz novamente sem ter medo de acabar desiludida?
Quando vou poder derramar lágrimas doces ao invés dessas amargas que derramo agora? E o mais importante: quando vou poder dizer que meu coração está inteiro novamente, sem medo de qualquer pequena brecha se tornar um grande buraco vazio?

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Hoje vou te fazer chorar.

Nunca pensei um dia chegar e te ouvir dizer: "não é por mal, mas vou te fazer chorar. Hoje vou te fazer chorar".
Não tenho muito tempo. Tenho medo de ser um só, tenho medo de ser só um, alguém pra se lembrar.
Faz um tempo eu quis, fazer uma canção pra você viver mais.
Deixei que tudo desaparecesse, e perto do fim não pude mais encontrar; o amor ainda estava lá.

PF.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Mulher e futebol.


Com o predominante machismo ocorrente em minha casa (parentes conservadores, ou melhor, burros), resolvi escrever o que sinto quando vejo uma partida de futebol, jogo ou quando discuto o assunto:

Primeiramente, a paixão pelo meu time é indiscutível. Não nasci entendida de futebol e nem sou, mas o que tenho certeza é que o que sinto pelo Clube Atlético Paranaense é forte demais, não sentiria por outro clube, não sinto isso nem pelo Liverpool, o qual simpatizo.
A sensação de ver meu clube entrando em campo é tão forte, que emociona sim. É limpa, uma paixão que não existe a necessidade de haver reciprocidade, pois dou minha alma inteira aos 11 jogadores quando estou no estádio.
Não é porque sou brasileira que tenho que gostar de futebol. E não é porque sou mulher que tenho apenas que achar os jogadores bonitos ou não.
Gosto de outros esportes, mas com o futebol a coisa é diferente, enquanto os 90 minutos não acabarem, não vou sossegar, em empurrar o time sempre avante, opinar e achar o que devo fazer. O contato físico, a força de vontade dos jogadores em "apenas ter que colocar a redonda no gol" e a dificuldade que nisso é proposta, me dá tesão.
Me irrita ver gols perdidos, me irrita má escalação.
Adoro chutar ao gol e ter a sensação de dever cumprido quando a partida ganha acaba.
Já chorei ao ver meu time perdendo campeonatos. E quando ganha também.
Eu não tinha nem 10 anos quando em 2001, o Atlético foi campeão brasileiro. Mas a minha euforia, a vontade de sacudir a bandeira e gritar pra todo mundo que o MEU time tinha sido campeão, era o melhor time do Brasil naquele ano; todos viam que eu era uma torcedora de verdade. Nunca mudei de time.
Enfim, a verdadeira razão de eu escrever isso é a raiva em que sinto quando dizem que futebol é algo exclusivamente masculino, e que devo apenas achar o Kaká bonito.
Esquecem que tem muita mulher jogando muito mais que muita gente da seleção aí.
E futebol é coisa pra mulher sim, caralho!

=<>=

quinta-feira, 1 de julho de 2010

The Mods Revival 2.

Curitiba Cold City
Por Marina Schulmaister.

Amanhecer do dia
Uma manhã fria
Casacos me envolvem, aquecendo meu corpo
Feliz ainda é quem dorme

O Sol bate no meu rosto
Mas ainda está frio
Curitiba cold city
A cidade arrepio

É melhor congelar
Quando se tem um amor
Pode ser muito clichê
(mas) Quero que me aquecer com você

O Sol bate no meu rosto
Mas ainda está frio
Curitiba cold city
A cidade arrepio.