segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Aleatoriedades IV

Gosto: Da cor roxa, de música alta, olhos verdes, banho quente, sorvete de menta, desenhar com carvão, sair de noite, cerveja, cabelos escuros, tatuagens, livros, filmes, revistas, ler gibi, Friends, 24 Horas, dormir de tarde, conversar bastante no msn, ganja, escrever, Carlton, harmônica, Soul, Blues, R&B, Jazz, Rocksteady, Early Reggae, dançar ragga, cantar, usar cremes, pintar os cabelos, unhas vermelhas, de sonhar com algumas coisas, de dormir no peito, perfumes doces, cheiro de sabonete, cheiro de gasolina, trufas, maracujá, acelga gratinada, fanta uva, de ficar no meu quarto, de viver adoidada, de pensar no hoje, de História, do meu time do coração.

Não gosto: de puxar assunto, de estudar, de ir embora cedo, ficar muito tempo longe de casa, areia, do coritiba, de bambis, de pessoas efusivas, de chorar, de lembrar coisas ruins, de esquecer bons momentos, de quibe, sorvete de nata, tomar remédio, ter cólicas, da cor laranja, ler o que não quero, boates, muitas luzes, calor, de menstruar, água fria, malhar, facebook, brigar, de não ter escrúpulos, axé e jacu boys, revistas de fofocas, suco de guaraná, manga, preconceitos em geral, não ter dinheiro, feijão.

Gostaria: de ser rica, loira por um dia, morar sozinha, ser magra, ir pra Jamaica, morar em Londres.

domingo, 19 de setembro de 2010

Lendo.

De revistinhas hipócritas a Kafka, De "Conta +!" a "Fernão Capelo Gaivota", eu gosto mesmo é de ler. Me encontrar nesse mar de palavras, relembrar as que não são mais usadas, aprender novas expressões, criar situações para usá-las.
Faço melhor quando expresso-me por letras, caligrafia invejada, esperanças de boas interpretações. Tudo o que digo por meio de textos muitas vezes me fogem ao falar. Aliás, fugir é uma palavra distinta para este caso: elas não fogem, estão na ponta da língua, mas não saem.
Penetrar em mundos diversos, em outras cabeças, gargalhar e chorar com papel é muito fácil para mim e eu adoro. Novelas que entrelaçam e completam minha vida, às vezes merecida de estar também no papel, mesmo sendo tão pouco vivida.
Muitas vezes, textos conquistam, nos apaixonamos por afirmações bem formuladas, críticas, sinismo, redações de grande amplitude, gramática e caligrafia.
Ler é sonhar, viajar.
Queria é poder ser um grande livro, muito manuseado e lido, devorado, adorado. Um clássico, passado de gerações a gerações, um período enorme contextualizado em algumas cem páginas.
Só não peço a Deus para o ser humano se tornar mudo pois esse é meu modo de "artistar", mas seria muito bom, de vez em quando, se comunicar apenas escrevendo, aquele completo silêncio ótimo para ler e viver.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Não querendo, mas...

já me contradizendo, pareço estar longe do meu próprio alcance.
No sofá, deitada, penso e lembro que não devia estar fazendo algumas coisas.
Permitirei-me não mais aos velhos e intensos amores, quero paz.
Mas já me contradizendo novamente, quem sou eu para mandar em mim?
Longe estou, pois a cada cabeça encostada no travesseiro, tudo o que me recuso a pensar o dia inteiro vem a tona, não me deixando dormir.
O tempo não passa rápido para isso e tenho a sensação de que só dou voltas.
Me contradigo novamente e lembro: "você não quer mais isso, esqueça".
Passarão mais algumas horas e novamente estarei ali, marejando e soprando em saquinhos de pão.
É uma fase? Um "pré liguei o foda-se mesmo"?
Caramba, só quero viver!
E me contradizendo novamente, se isso tudo continuar, prefiro estar deitada a sete palmos daqui (ou não).

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Crônica da Bunda

Não é dor crônica na bunda. É uma crônica sobre a famosa poupança.
Mulheres quase não falam sobre bundas certo? Errado.
Escutei uma conversa no ônibus que me levou a escrever isso, pois não eram duas adolescentes falando da bunda dos caras do Nx Zero (que por sinal, não existem, nem as bundas e nem os caras), mas sim duas respeitáveis senhoras, que se vestiam assim como eu (!).
Uma, loira e gorda dizia que não sentia mais tesão pelo marido, pois depois que esse assinou a tv a cabo, repara mais nas bundas alheias do que na dela. E que ela tinha uma grande nádega. A outra, também loira, porém mais magra dizia que já se sentia assim desde que casou, pois nunca teve bunda e seu marido descarado que é, nunca precisou de tv a cabo para reparar nas bundas alheias.
O homem brasileiro é realmente fissurado em bundas. A mulher pode ser tanajura, certeza que será comida se seu tanajurismo reinar em baixo. Mas existe todo um contexto envolvendo as bundas que são reparadas. Bundas esmilinguidas, caídas e para dentro são ignoradas. Redondinhas, que acompanham o formato da coxa merecem uma atenção especial. Mas reparei que homem não curte muito uma bunda artificial, porque essas geralmente são duras e o negócio é apertar. Aliás, apertar é a tara da mulherada também. MULHER TEM TARA POR BUNDA!!!
Eu mesma posso dizer que sou louca por bundinhas masculinas, hahahaha.
Homem com bunda fica bonito, porque também é gostoso apertar. E o interessante é que não existe nada além (pelo menos de minha parte), é apenas a tara de chegar e apertar. Conhecidos, desconhecidos, bundas grandes ou pequenas mas marcadas. Sei que existem outras e muitas, que a mão coça pra não chegar lá, dar um apertão e sair andando, rebolando, em seu salto, como se nada tivesse acontecido.
Algumas bundas combinam com alguns tecidos (o veludo) e cores (tons meio termo, nem escuros e nem claros demais). Calças apertadas (veja bem, é apertado natural, de calça de velho, não essa putaria de calça grudadinha, isso tira a bunda) também.
No ano passado, tive uma paixão platônica. Todo dia que ia almoçar antes do trabalho, me encontrava com um menino que tinha uma bunda maravilhosa. E a tarde também, ele ia levar lanche para nós e sua bunda, perfeita, vinha junto. Um dia ele derrubou uns pães de queijo no chão e se virou para pegar, com a sua saliência virada aos meus olhos, quase gritei. Foi épico.
Ele era uma pessoa gentil, pra casar. Mas eu ia me casar era com a bunda dele, com certeza.
Resumindo: mulher e homem brasileiros gostam é de bunda. E nada como as bundinhas brasileiras para agradar os olhos e mãos nossos. Um salve pras bundudas e pros bundudos do Brasil!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Eu e os 60.

Lá fora explosão britânica na mídia, culturas nascendo e formando a cabeça de gerações (inclusive a minha).
Aqui, manifestações partidárias, estudantis ou não pra mostrar que o povo queria liberdade. Tudo era corrompido, tudo.
Meus pais não sabem dizer ao certo o que foi esse período pois foi bem a época em que nasceram.
Mas olha-se em livros, revistas e aquilo mais que a ditadura não queimou, que foram tempos difíceis, de dinheiro ralo, a moda era o que se tinha para vestir, sendo barato, a música era de protesto e a arte era sempre deixada em segundo plano.
Sempre me emociono ao ler isso. Seja daqui ou de fora. Era um mundo simples e ao mesmo tempo rico, pois nasciam e cresciam tantas coisas diferentes, mas dentro de um único contexto. O povo no mundo queria mudar, sabia como mudar e não se alienava nisso.
Hoje olho crianças vidradas em seus jogos de video games, comprados no fim do 3º Bimestre escolar, depois de todas as notas estarem azuis no boletim (malandro cola). O rádio virou um produtor de modinhas baratas, passageiras e sem nenhum conteúdo. A televisão virou o "big brother" de 1984. todos vivem em função disso e daquilo, desde que passe na televisão.
A rua virou sinônimo de bandidagem, não de criação.
Hoje aos 14 se faz uma biografia. Hoje sapato tem mais tecnologia que um celular. Hoje você tem um celular, mesmo se não sabe falar. Cadeados não protegem mais. Você aperta botões para poder ler.
Conta meu pai que a primeira bola dele foi quando completou 9 anos e ela furou no mesmo dia. Fazia um calor infernal e muitas crianças estavam sentadas, tristes. Hoje se grita porque ganhou o video game do momento.

Ah eu queria ter vivenciado esse mundo antigo e simples, mas de muito conhecimento sobre pouco.
Hoje tem muito, mas pouco conhecimento do muito.
Não é difícil de entender.

Fim.

Então, era esse o fim de Lice e Alice.
Parecia ser inabalável, uma balada amorosa que corrompia todas as leis da física e da psicologia.
De repente, Lice surge com uma nova idéia. Ele quer ir para outra cidade, conhecer novas pessoas e Alice quer ficar naquele castelo que haviam construído. Era o mesmo mundo, do modo de vista dela e dele. Alice quer viver apenas o presente, acordando feliz a cada manhã em ver seu amado com os olhos fechados dormindo sereno e profundamente e lhe acariciar os cabelos escuros. Ele queria acordar com um novo horizonte, semicerrar os olhos ao nascer do Sol e presenciar novos aspectos de vida.
Não existia acordo.
Para Lice, não existia mais o desejo de acordar com as mãos delicadas de Alice em seus cabelos negros.
Partiu.
Alice sentiu seu chão afundar, seus olhos marejar e sua boca tremer.
Vinha um longo grito que nunca veio.
Nenhuma notícia, nenhum bilhete.
O castelinho tinha sido em vão?
Ela se viu perdida em lembranças e dúvidas, sem quem recorrer sem poder dizer que estava mal. Com a tragédia terminada, todos sumiram. Seu maior conselheiro se fora e ela não possuía mais ninguém.
Seu chão afundou num mergulho de peito ao vento, segundos de misericórdia e perdão por estar fazendo aquilo consigo, mas muito mais que ela já estava por aí, caído no mundo. O resto podia se perder também, no marasmo infernal.
Bum!
Era o encontro de Alice e as dores do mundo.
Triste.
O mais triste era saber que em algum lugar do mundo, um pedaço de Lice se foi, e doeu. Mas era uma dor que ele não sabia de onde vinha.
Talvez um dia se reencontrem...

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Pobre cão!

Como um cão abandonado na sargeta, passando frio e fome, estou abandonada na porta do amor.
Meu dono me largou como se eu tivesse sarna, com um safanão e não quer me receber de volta.
Foi porque fiz algo que ele não gostou e assim não quis perdoar.
Pobre cão! Pobre eu!
Não é certo querer viver na casa de outro dono, sou fiel àquele que me tratou com amor e me trouxe a glória.
Porém não consigo esconder meu ganido e choro descontrolado por essa forte perda. Estou em pedaços. Não sei viver na rua, estou acostumada a carinho excessivo, você me dava isso e agora estou sentindo falta.
Se estou pronta? Não.
Vou continuar esperando e esperando.
A sua porta irá abrir outra vez, tenho certeza.
E até lá, eu sobrevivo.