quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Não querendo, mas...

já me contradizendo, pareço estar longe do meu próprio alcance.
No sofá, deitada, penso e lembro que não devia estar fazendo algumas coisas.
Permitirei-me não mais aos velhos e intensos amores, quero paz.
Mas já me contradizendo novamente, quem sou eu para mandar em mim?
Longe estou, pois a cada cabeça encostada no travesseiro, tudo o que me recuso a pensar o dia inteiro vem a tona, não me deixando dormir.
O tempo não passa rápido para isso e tenho a sensação de que só dou voltas.
Me contradigo novamente e lembro: "você não quer mais isso, esqueça".
Passarão mais algumas horas e novamente estarei ali, marejando e soprando em saquinhos de pão.
É uma fase? Um "pré liguei o foda-se mesmo"?
Caramba, só quero viver!
E me contradizendo novamente, se isso tudo continuar, prefiro estar deitada a sete palmos daqui (ou não).

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