quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Crônica da Bunda

Não é dor crônica na bunda. É uma crônica sobre a famosa poupança.
Mulheres quase não falam sobre bundas certo? Errado.
Escutei uma conversa no ônibus que me levou a escrever isso, pois não eram duas adolescentes falando da bunda dos caras do Nx Zero (que por sinal, não existem, nem as bundas e nem os caras), mas sim duas respeitáveis senhoras, que se vestiam assim como eu (!).
Uma, loira e gorda dizia que não sentia mais tesão pelo marido, pois depois que esse assinou a tv a cabo, repara mais nas bundas alheias do que na dela. E que ela tinha uma grande nádega. A outra, também loira, porém mais magra dizia que já se sentia assim desde que casou, pois nunca teve bunda e seu marido descarado que é, nunca precisou de tv a cabo para reparar nas bundas alheias.
O homem brasileiro é realmente fissurado em bundas. A mulher pode ser tanajura, certeza que será comida se seu tanajurismo reinar em baixo. Mas existe todo um contexto envolvendo as bundas que são reparadas. Bundas esmilinguidas, caídas e para dentro são ignoradas. Redondinhas, que acompanham o formato da coxa merecem uma atenção especial. Mas reparei que homem não curte muito uma bunda artificial, porque essas geralmente são duras e o negócio é apertar. Aliás, apertar é a tara da mulherada também. MULHER TEM TARA POR BUNDA!!!
Eu mesma posso dizer que sou louca por bundinhas masculinas, hahahaha.
Homem com bunda fica bonito, porque também é gostoso apertar. E o interessante é que não existe nada além (pelo menos de minha parte), é apenas a tara de chegar e apertar. Conhecidos, desconhecidos, bundas grandes ou pequenas mas marcadas. Sei que existem outras e muitas, que a mão coça pra não chegar lá, dar um apertão e sair andando, rebolando, em seu salto, como se nada tivesse acontecido.
Algumas bundas combinam com alguns tecidos (o veludo) e cores (tons meio termo, nem escuros e nem claros demais). Calças apertadas (veja bem, é apertado natural, de calça de velho, não essa putaria de calça grudadinha, isso tira a bunda) também.
No ano passado, tive uma paixão platônica. Todo dia que ia almoçar antes do trabalho, me encontrava com um menino que tinha uma bunda maravilhosa. E a tarde também, ele ia levar lanche para nós e sua bunda, perfeita, vinha junto. Um dia ele derrubou uns pães de queijo no chão e se virou para pegar, com a sua saliência virada aos meus olhos, quase gritei. Foi épico.
Ele era uma pessoa gentil, pra casar. Mas eu ia me casar era com a bunda dele, com certeza.
Resumindo: mulher e homem brasileiros gostam é de bunda. E nada como as bundinhas brasileiras para agradar os olhos e mãos nossos. Um salve pras bundudas e pros bundudos do Brasil!

Nenhum comentário:

Postar um comentário