Acende cigarro, bebe um gole, folheia o jornal.
Apaga cigarro, levanta, larga a xícara em um canto qualquer, abre o armário.
Escolhe um disco, liga a vitrola, levanta o "braço".
Escuta The Ronettes, acende cigarro, checa e-mail.
Larga cigarro no cinzeiro, atende telefone.
Se decepciona.
Chora.
Cabeça a mil.
Chora.
Pensa que é o ser mais estúpido do Universo.
Chora.
Chora novamente.
Tira a roupa.
Abre chuveiro; quente.
No banho, reflite.
Pensa que ele é o ser mais estúpido do Universo.
Sorri.
Fecha chuveiro, seca-se.
Campainha toca.
Enrola-se na toalha, sái correndo descalça.
Abre a porta.
Surpreende-se.
É abraçada.
Implorada por perdão.
Chora.
Pula no colo.
Sorri.
Garrafa de vinho, duas taças.
Garrafa vazia, toalha no chão.
Quarto, cama, sexo.
Prazer indiscutível, orgasmo intenso.
Beijos, carícias pós- transa.
Dorme-se.
Acorda.
Café- da- manhã, mamão papaia, suco de laranja e umas torradas.
Jeans, regata, tênis, óculos de sol, Ipod.
Academia, almoço (alface), escritório.
Telefone, jantar romântico no restaurante chique do Leblon ao som de Jazz.
Conversa, beijos, conversa, alface e champagne.
Carro, carícias, sexo.
Cada um na sua, casa.
E assim se faz mais uma rotina. Apenas na vida global, infelismente.
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