segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Excessos.

Ando me sentindo em excesso.
Nervosa demais, ciumenta demais, neurótica demais.
Me pergunto se é normal ser tão paranóica, ter crises de tristeza sem fim e duas horas depois voltar a sorrir, me morder de ciúmes por coisas pequenas e ter neuras sem fundamentos.
Liguei pra mulherzinha do divã e adivinha o que ela me disse?
"É Marina, você precisa de um namorado!"
Como assim? Acham que as coisas caem do céu, que se acha fácil, que se conquista fácil (no meu caso, sou muito automática: gostei, apaixonei, pisou no calo é pé na bunda) e que pior: acham que te querem fácil.
Pra quem tem corpinho de top model, olhos turquesa e rosto finíssimo é altamente fácil. Você pisa e todo mundo quer um chutezinho seu.
Pobres são os feios, gordos e sem nenhum charme, como eu. Não é porque tenho os mesmos 1,20m de pernas que a Ana Hickmann que sou como ela. Até isso é um excesso, pra quê tanta perna (Ok, isso foge da realidade do post)?
De qualquer forma, ser carinhoso e estar sempre por perto não conta mais e não tenho dinheiro pra plástica.
O pior de tudo é que te cobram por você ser um loser, como se eu quisesse que a situação estivesse assim e não pelo Universo que sempre conspira contra. Isso tudo me dá muita raiva e infelismente, losers como eu tendem a chorar quando tem raiva em excesso. Assim sendo, derrubo lágrimas sem nem ao menos ter um motivo concreto, apenas o ódio existente. Ódio de ser excessiva, feia e densa.


Vou amar meu colchão e ver se arranjo solução, aqui nesse mundinho não tá dando certo não.

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