Com o predominante machismo ocorrente em minha casa (parentes conservadores, ou melhor, burros), resolvi escrever o que sinto quando vejo uma partida de futebol, jogo ou quando discuto o assunto:
Primeiramente, a paixão pelo meu time é indiscutível. Não nasci entendida de futebol e nem sou, mas o que tenho certeza é que o que sinto pelo Clube Atlético Paranaense é forte demais, não sentiria por outro clube, não sinto isso nem pelo Liverpool, o qual simpatizo.
A sensação de ver meu clube entrando em campo é tão forte, que emociona sim. É limpa, uma paixão que não existe a necessidade de haver reciprocidade, pois dou minha alma inteira aos 11 jogadores quando estou no estádio.
Não é porque sou brasileira que tenho que gostar de futebol. E não é porque sou mulher que tenho apenas que achar os jogadores bonitos ou não.
Gosto de outros esportes, mas com o futebol a coisa é diferente, enquanto os 90 minutos não acabarem, não vou sossegar, em empurrar o time sempre avante, opinar e achar o que devo fazer. O contato físico, a força de vontade dos jogadores em "apenas ter que colocar a redonda no gol" e a dificuldade que nisso é proposta, me dá tesão.
Me irrita ver gols perdidos, me irrita má escalação.
Adoro chutar ao gol e ter a sensação de dever cumprido quando a partida ganha acaba.
Já chorei ao ver meu time perdendo campeonatos. E quando ganha também.
Eu não tinha nem 10 anos quando em 2001, o Atlético foi campeão brasileiro. Mas a minha euforia, a vontade de sacudir a bandeira e gritar pra todo mundo que o MEU time tinha sido campeão, era o melhor time do Brasil naquele ano; todos viam que eu era uma torcedora de verdade. Nunca mudei de time.
Enfim, a verdadeira razão de eu escrever isso é a raiva em que sinto quando dizem que futebol é algo exclusivamente masculino, e que devo apenas achar o Kaká bonito.
Esquecem que tem muita mulher jogando muito mais que muita gente da seleção aí.
E futebol é coisa pra mulher sim, caralho!
=<>=
A Marta é a melhor do mundo!
ResponderExcluirbj!
blx